Duas mudanças profundas no sistema entrarão simultaneamente em vigor
O ano de 2026 marcará o início de uma nova era para as empresas brasileiras — especialmente aquelas que importam. Duas mudanças profundas entrarão simultaneamente em vigor: a obrigatoriedade para vários setores da DUIMP (Declaração Única de Importação) e a implementação definitiva das regras operacionais da Reforma Tributária, que exige atualização imediata dos sistemas fiscais.
Para as companhias, isso significa uma necessidade real, urgente e inadiável de revisão estrutural de processos, tecnologia, logística e controles financeiros. Segundo Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, o cenário não deixa margem para improviso: “Com a entrada da DUIMP e da Reforma Tributária, é essencial visão estratégica, gestão financeira forte, emprego massivo de tecnologia e logística impecável. Sem isso, as empresas terão problemas — e problemas sérios.”
DUIMP: NOVA LÓGICA DO COMÉRCIO EXTERIOR EXIGE PRECISÃO E INTEGRAÇÃO TOTAL
A substituição para um amplo grupo de empresas da Siscomex LI/DI pela DUIMP, que passa a concentrar todas as informações, licenças, atributos de produtos, certificações e dados financeiros das importações, será gradativa e mudará o mercado.
Isso exige das empresas:
- Catálogo de produtos atualizado e completo
- Classificação fiscal precisa
- Integrações maduras entre ERP, sistemas internos e operadores externos
- Revisão dos fluxos logísticos e financeiros
- Governança robusta de dados
Mauro destaca que não se trata apenas de cumprir regras aduaneiras: “A DUIMP muda processos, pessoas e dinheiro. Quem não tiver controle sobre informações, sistemas e logística vai enfrentar atrasos, custos extras e riscos fiscais. Não existe mais espaço para processos manuais ou desorganizados.”
Ele reforça que a DUIMP exige uma visão integrada da cadeia: “A supply chain virou ponto vital. Se ela funciona, a empresa ganha competitividade. Se não funciona, vira fonte de prejuízo.”
REFORMA TRIBUTÁRIA: SISTEMAS PRECISAM ESTAR ATUALIZADOS PARA QUE A EMPRESA CONSIGA OPERAR
Além da DUIMP, as empresas terão de conviver com a nova lógica tributária, especialmente a CBS, que precisa estar parametrizada nos sistemas eletrônicos para garantir emissão das notas fiscais. A exigência implica:
- Atualização dos cadastros fiscais
- Revisão de regras de crédito e débito
- Parametrização completa dos sistemas de faturamento
- Integração entre financeiro, contabilidade e tributário
- Processos internos revisados para evitar inconsistências
Para Mauro, a leitura é simples: “A Reforma Tributária não é só legislação, é tecnologia. Se o sistema não estiver preparado, a empresa não opera.”
UM 2026 DESAFIADOR – E CHEIO DE OPORTUNIDADES PAR QUEM AGIR AGORA
Apesar do alto grau de complexidade, Mauro avalia que o próximo ano será especialmente favorável para empresas que se anteciparem: “Se abre uma grande janela de oportunidades em 2026. Quem se preparar agora vai ganhar eficiência, reduzir riscos e melhorar resultados.”
Segundo ele, as organizações que adotarem uma abordagem estratégica agora estarão na frente quando o novo cenário estiver plenamente estabelecido: “2026 não é um ano para remendos. É um ano para planejamento, tecnologia e execução precisa. Quem fizer isso vai crescer.”
