VICUNHA TÊXTIL REVERTE PREJUÍZO E ATINGE LUCRO LÍQUIDO DE R$ 18,8 MILHÕES NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026 (1S26)

No período, a receita líquida somou R$ 1,043 bilhão e o EBITDA alcançou R$ 113 milhões, com margem de 11%; neste mês de agosto, a companhia realizou a amortização de R$ 220 milhões do seu endividamento bruto, equivalente a 18% do total

A Vicunha Têxtil, gigante do setor de vestuário focada na marca “jeansidentity”, divulgou seus resultados financeiros referentes ao primeiro semestre de 2026. A companhia registrou receita líquida de R$ 1,043 bilhão e reverteu o prejuízo de R$ 33,9 milhões (do 1S25) para um lucro líquido de R$ 18,785 milhões. Essa virada financeira foi impulsionada pelo realinhamento do mix de produtos, ganhos de eficiência e disciplina rigorosa de custos, com destaque para a redução do capital de giro, que reforçou o caixa e viabilizou a quitação integral de R$220 milhões do cronograma de amortizações do seu CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio).

O resultado positivo reflete a disciplina mantida nos últimos trimestres e o avanço na reestruturação do endividamento. “Nossa virada não ocorreu por acaso. Trabalhamos sob a tríade de foco estratégico, disciplina de execução e engajamento da equipe. Realinhamos o mix de produtos, reorganizamos processos, aplicamos um rigoroso controle financeiro e reorientamos nossas equipes, identificando as prioridades e disponibilizando recursos para que todos fossem protagonistas desta transformação”, explica, Marco Antônio Branquinho Junior, CEO da Vicunha Têxtil.

MELHORIA NA RENTABILIDADE E RECOMPOSIÇÃO DE MARGENS

A companhia apresentou forte aceleração em seus indicadores de rentabilidade. No primeiro semestre de 2026, o EBITDA atingiu R$ 113 milhões (margem de 11%), superando os R$ 85 milhões (margem de 7%) registrados no mesmo período de 2025 (1S25). O resultado semestral também ultrapassou o EBITDA acumulado em todo o ano de 2025, que havia sido de R$ 96 milhões (margem de 4%). Paralelamente, a margem bruta da empresa subiu de 17% no encerramento de 2025 para 19% na primeira metade de 2026, demonstrando a resiliência do portfólio de produtos e o poder de precificação da marca, mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador.

DESALAVANCAGEM E ESTRUTURA DE CAPITAL

A gestão focada em liquidez refletiu-se na trajetória consistente de desalavancagem. A dívida líquida caiu de R$ 770 milhões para R$ 720 milhões, reduzindo o índice de alavancagem financeira de 3,2x em 2024 para 2,9x em 2025 e atingindo 2,7x no 1S26. O impacto do resultado financeiro no caixa também recuou, caindo de R$ 180 milhões consumidos em todo o ano de 2025 para R$ 52 milhões no primeiro semestre de 2026.

“Atuamos fortemente na gestão da nossa ‘jeansidentity’ e os resultados operacionais nos deram fôlego para um movimento expressivo, como o pagamento integral de dívidas. Seguimos otimizando o caixa e mantendo os investimentos sob controle, com foco contínuo na desalavancagem”, revela Rafael Pavão, diretor financeiro da Vicunha.