Está chegando a hora de mais uma eleição presidencial no Brasil e, ao que tudo indica, uma das mais conturbadas; afinal, os olhos do mundo e, principalmente, das principais potências econômicas estarão acompanhando ainda mais de perto nosso jogo político. Além disso, essa eleição pode ser decisiva para o futuro do país: ou ele destrava de forma republicana e sustentável ou será engolido pelas próprias questões internas, como a polarização política que não agrega nenhuma melhoria à nação.
Isso posto, as agendas a serem trabalhadas pelo próximo presidente serão diversas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, elencou no documento Construindo o Brasil 2050 as propostas da indústria brasileira para sua alavancagem e competitividade. São 18 tópicos divididos em 3 pilares: Macroeconomia para o crescimento sustentado; Políticas fundamentais para garantir o desenvolvimento produtivo; e Agenda Microeconômica: redução do Custo Brasil e melhoria do ambiente de negócios.
“Queremos uma agenda e uma política industrial de Estado, não de governo”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Esse ponto é endossado por Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), que acompanhou de perto a apresentação das propostas da CNI aos presidenciáveis.
“Independentemente de candidatos ou partidos, a Abit pretende apresentar uma agenda de longo prazo para aumentar a competitividade da indústria brasileira”, aponta Pimentel.
Entre os principais temas na agenda setorial da Abit estão: a redução estrutural do custo de capital e melhoria das condições de crédito; equilíbrio fiscal e estabilidade macroeconômica; redução do Custo Brasil; modernização industrial, inovação, digitalização e produtividade; redução do custo do emprego formal; segurança jurídica; infraestrutura e energia competitivas; fortalecimento dos mecanismos de defesa comercial; igualdade tributária e regulatória entre produtos nacionais e importados, incluindo aqueles vendidos pelas plataformas digitais internacionais; ampliação dos acordos comerciais e do apoio às exportações; sustentabilidade e economia circular; e qualificação profissional.
“Também entendemos como fundamentais as reformas estruturais que contribuam para aumentar a eficiência do Estado, a produtividade da economia e a capacidade de investimento do país. O Brasil precisa voltar a crescer de maneira sustentável e criar condições para produzir, exportar e gerar empregos formais”, reforça.

O e-book Construindo o Brasil 2050, feito pela CNI, com as propostas detalhadas, pode ser baixado gratuitamente acessando o link aqui.
