Empresa intensifica investimento em automação para dar conta da alta demanda por personalização. Equipamentos são voltados para as frentes de etiquetagem, acabamento térmico e corte de filme DTF
O Brasil tem uma única indústria nacional dedicada à fabricação de equipamentos para identificação de produtos têxteis: a Censi, de Gaspar (SC). É essa mesma empresa que chega à Febratex 2026, de 18 a 21 de agosto, no Parque Vila Germânica, em Blumenau, com sete lançamentos que reforçam três frentes de atuação da marca: etiquetagem, acabamento térmico e corte de material.
Entre as novidades, na frente de etiquetagem, a RingPress 2 Cabeçotes automatiza a aplicação de tags por pino-anel, com capacidade de até 900 peças por hora graças ao sistema de dois cabeçotes e rolo de pinos de até 7 mil unidades. A CardPress Duplo Pino, por sua vez, fixa cartelas em dois pontos com pino duplo tipo grampo, evitando que a tag gire ou solte na peça; com rolo de 25 mil pinos, chega a produzir até mil peças por hora. Já a Pistola Pneumática Aplicadora de tag substitui os modelos manuais convencionais por um acionamento pneumático mais leve, pensado para reduzir a fadiga do operador em processos repetitivos de etiquetagem.
No corte, a Film Cutter 650 supre outro gargalo do setor: o corte de filme DTF, hoje uma das técnicas de maior crescimento na personalização têxtil brasileira. Com controle por CLP (controlador lógico programável), interface touch screen, plataforma a vácuo e corte pneumático, a máquina automatiza e padroniza um processo até então majoritariamente manual.
Já no acabamento térmico, a marca amplia sua linha de fusionadeiras com a MCE 800, nova versão de um equipamento já consolidado no segmento de camisaria; agora mais larga e com abastecimento em esteira fria, a máquina é indicada para fusionar entretela em colarinhos, punhos de camisa social, assim como a produção no segmento de alfaiataria. Completam o pacote as prensas pneumáticas FusionPress Twin 140, que permite alternar entre aquecimento superior (para transfers e DTF) e inferior (para apliques com relevo, 3D, refletivos e etiquetas emborrachadas), e a FusionPress Raise 140, versão invertida com aquecimento exclusivamente pela base, voltada a acabamentos que exigem mais cuidado técnico.
“Cada um desses sete lançamentos nasceu de uma demanda real que ouvimos do mercado. A indústria têxtil está trabalhando com peças cada vez mais personalizadas, e isso exige equipamentos que deem conta dessa variedade sem perder produtividade. Na Febratex, mostramos que é possível crescer em automação aliada à versatilidade que o setor pede hoje”, afirma Sheila Censi Braun, diretora da Censi.
Além dos equipamentos, a Censi também lança seus próprios insumos — pinos e agulhas homologados conforme as especificações técnicas de suas máquinas. Com a nova linha, a Censi passa a oferecer uma solução completa, do maquinário ao insumo, desta maneira o cliente passa a ter uma opção homologada e mais confiável para sua produção.
Para tornar tangível esse resultado, o estande da marca na feira contará com uma miniloja, reunindo produtos que passaram por processos realizados pelas próprias máquinas expostas, com cada peça identificada conforme o equipamento responsável pela aplicação, seja a fixação de uma etiqueta, seja a identificação de uma tag. A Censi estará na no Setor 3, rua 25, estande 410.
Por trás desses lançamentos está uma mudança de comportamento que já se reflete nos números do setor. A busca por peças personalizadas deixou de ser nicho e passou a orientar decisões de investimento em toda a cadeia têxtil: segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), 55% dos empresários do setor investiram em tecnologia e automação em 2025, reflexo direto do avanço da produção customizada, que já responde por uma fatia crescente do faturamento do segmento, hoje superior a R$ 220 bilhões ao ano.
Foto: Ivandro Duarte
