Companhia fechou 2025 com crescimento expressivo e uma mensagem implícita de que joga para continuar relevante por muito tempo
O Grupo Lupo registrou receita líquida de R$ 1,6 bilhão em 2025, alta de 2,8% sobre o ano anterior, e encerrou o exercício com lucro líquido ajustado de R$ 158,7 milhões. Os números vêm acompanhados de uma agenda estratégica que, no ano em que a companhia completa 105 anos, incluiu a inauguração de sua primeira fábrica fora do Brasil e a entrada em um mercado até então inexplorado pela marca, o de calçados, com o lançamento do tênis Origem.
O EBITDA ajustado somou R$ 187 milhões, com margem de 11,8%, enquanto a geração de caixa livre ficou em R$ 85,2 milhões, em patamar semelhante ao de 2024, resultado que a gestão considera positivo diante do aumento dos investimentos em CAPEX e do reforço de estoques durante a reorganização industrial.
Segundo Liliana Aufiero, diretora-presidente da companhia, o período foi marcado por decisões estratégicas voltadas ao crescimento sustentável da empresa. “O ano de 2025 ficará marcado por movimentos importantes que fortalecem a Lupo para os próximos ciclos de crescimento. Ao mesmo tempo em que mantemos disciplina na gestão financeira, avançamos em iniciativas que ampliam nossa presença em novas categorias e mercados”, afirma.
Como parte dessa estratégia, a Lupo passou a atuar no mercado de calçados com o lançamento do Origem, um tênis casual posicionado na interseção entre conforto, bem-estar e lifestyle. A iniciativa marca a entrada da empresa em uma nova categoria de produtos, ampliando sua presença além do tradicional portfólio de meias e underwear.
O motor do crescimento veio principalmente da linha esportiva. A marca Lupo Sport registrou expansão de 34,7% na receita líquida frente a 2024, atingindo R$ 371,5 milhões, e puxou o resultado consolidado do grupo. O desempenho reforça a aposta da companhia no segmento de performance e bem-estar, que tem ganhado tração consistente nos últimos anos.
No campo industrial, a Lupo também avançou na reorganização de sua estrutura produtiva. Entre as mudanças, está a transferência do setor de colantes da unidade de Araraquara (SP) para Itabuna (BA) e a expansão da produção de itens sem costura na planta paulista, que passará a concentrar também a malharia, atualmente localizada em Maracanaú (CE).
A empresa inaugurou sua primeira unidade fabril no exterior, no Paraguai, dedicada à produção de meias básicas, movimento que busca aumentar a eficiência de custos em um ambiente de maior competitividade no setor têxtil.
Para 2026, a liderança adota tom de cautela sem abrir mão do otimismo estratégico. “Vivemos em um mundo em rápida transformação, onde os modelos que conduziram ao sucesso no passado já não oferecem garantias para o futuro. Entramos em 2026 convictos de que estamos bem-posicionados para transformar cenários incertos em oportunidades”, afirmou a executiva.
Com 105 anos de história e um portfólio expandido para além da malharia, a Lupo fecha 2025 com crescimento expressivo e uma mensagem implícita de que a companhia joga para continuar relevante por muito tempo.
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