O FISP & Fire Fashion Show apresentará a evolução de roupas, calçados, capacetes e outros equipamentos de proteção
Ergonomia, flexibilidade, conforto, tecnologia e adequação aos riscos são fatores cada vez mais importantes para que os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) cumpram seu papel na proteção dos trabalhadores ao longo de toda a jornada. A evolução de materiais, processos produtivos e design também vem transformando roupas, calçados, capacetes e outros equipamentos, sem abrir mão do atendimento às normas técnicas e certificações exigidas para cada atividade. Essa transformação poderá ser vista em movimento no FISP & Fire Fashion Show, primeiro desfile técnico de EPIs da América Latina, que estreia durante a FISP e a Fire Show 2026, de 6 a 8 de outubro, no São Paulo Expo.
A atração leva os EPIs para a passarela e permite observar características que nem sempre são percebidas quando o produto está exposto de forma estática. Esta é a primeira vez que um desfile técnico desse porte acontece na América Latina. Durante três dias, profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) participarão do desfile, apresentando vestimentas, calçados, capacetes e outros equipamentos em uma situação mais próxima do uso cotidiano.
“Quando o produto sai da exposição estática e entra em movimento, o público consegue perceber atributos como caimento, mobilidade, leveza, flexibilidade e ergonomia. É uma maneira de mostrar, de forma muito concreta, como a tecnologia vem transformando os equipamentos utilizados diariamente pelos trabalhadores”, afirma Augusto Andrade, diretor de portfólio e vendas internacionais da Fiera Milano Brasil.
O desfile acompanha um momento de expansão da indústria brasileira de segurança. Segundo o Anuário Animaseg de Equipamentos de Segurança 2025, o setor movimentou R$ 21,05 bilhões em 2024, crescimento de 9% em relação ao ano anterior. As vestimentas de segurança responderam por R$ 6,80 bilhões, ou 32,3% do mercado, seguidas pelos calçados de segurança, com R$ 4,10 bilhões e participação de 19,5%, e pelas luvas de segurança, com R$ 3,96 bilhões e 18,8%.
CALÇADOS MOSTRAM EVOLUÇÃO EM MOVIMENTO
Uma das patrocinadoras do FISP & Fire Fashion Show, a Marluvas levará à passarela lançamentos e diferentes soluções de seu portfólio, produzidas com materiais como couro, microfibra e têxteis e desenvolvidas para diferentes atividades profissionais.
A proposta é evidenciar a evolução dos calçados de segurança para além de sua função básica de proteção. Leveza, conforto durante longos períodos de uso, mobilidade, respirabilidade, flexibilidade e ergonomia passaram a ter peso crescente na escolha dos produtos, acompanhados por avanços em componentes e materiais.
Entre as soluções presentes no portfólio da empresa estão biqueiras de composite, palmilhas resistentes à perfuração, novos polímeros, materiais técnicos e tecnologias aplicadas à construção dos solados. A evolução também aproxima os calçados profissionais de conceitos já incorporados aos segmentos esportivo e de alta performance, buscando proporcionar maior liberdade de movimentos sem comprometer os requisitos técnicos de segurança.
“O desfile aproxima o EPI de sua condição real de uso. Quando vemos alguém caminhando com o calçado, características como flexibilidade e mobilidade ficam muito mais evidentes. É também uma forma de mostrar que segurança, tecnologia, conforto e design podem caminhar juntos”, afirma Gisah Lopes, supervisora de Marketing da Marluvas.
TECNOLOGIA TÊXTIL CHEGA À PASSARELA
Também patrocinadora da atração, a Amalfis fará durante a FISP 2026 a apresentação oficial da nova Linha Performa, formada por lançamentos voltados à proteção contra arco elétrico, fogo repentino, altas temperaturas – incluindo aplicações em aciarias e siderúrgicas – e situações que exigem alta visibilidade.
No FISP e Fire Fashion Show, a empresa apresentará mais de 200 lançamentos, com destaques diferentes ao longo dos três dias de evento. Em movimento, será possível observar atributos como ergonomia dos cortes, caimento, conforto térmico, flexibilidade e a integração entre proteção e estética.
A empresa também levará à feira duas tecnologias têxteis inéditas em seu portfólio. Uma delas é um processo produtivo próprio homologado pela austríaca Lenzing para a fabricação de malha com fibra Lyocell, derivada de fontes de madeira controlada ou certificada. Segundo a Amalfis, a homologação faz da companhia a primeira empresa brasileira do segmento de workwear a obter essa validação, dentro dos critérios e do escopo definidos pela certificadora.
Outra novidade é uma malha de alta performance que combina a tecnologia COOLMAX®, voltada ao conforto térmico e à secagem rápida, com o fio LYCRA®, utilizado para conferir elasticidade e melhorar o caimento das peças.
Nas vestimentas de proteção térmica, a companhia também trabalha com fibras resistentes ao fogo inerentes ou tratadas, selecionadas conforme o grau de risco da operação. Já as peças de alta visibilidade são desenvolvidas de acordo com a ABNT NBR 15292, utilizando tecido fluorescente e faixas retrorrefletivas dimensionadas conforme as diferentes classes de risco.
A tecnologia também está presente na gestão das peças. Desde 2023, a Amalfis utiliza etiquetas RFID incorporadas aos uniformes, que armazenam dados técnicos e logísticos e permitem rastrear a produção, controlar estoques em lote e planejar reposições. Mais de 3,5 milhões de peças já foram rastreadas desde a implantação do sistema. A empresa trabalha ainda no desenvolvimento de um sistema de produção assistido por inteligência artificial para otimização de processos industriais.
“Cada peça que levamos para a passarela carrega anos de investimento em tecnologia têxtil. Em movimento, conseguimos tornar visíveis atributos como ergonomia dos cortes, caimento e conforto térmico, mostrando que proteção e inovação se reforçam”, afirma Camila Lima, CEO da Amalfis.
MERCADO EXIGE SOLUÇÕES MAIS ESPECIALIZADAS
A evolução apresentada na passarela reflete também novos desafios para a indústria de EPIs. Na avaliação das empresas participantes, atender à exigência normativa continua sendo a base do desenvolvimento dos produtos, mas a decisão de compra vem incorporando critérios como adequação ao risco, durabilidade, ergonomia, conforto e experiência do usuário.
Para a Marluvas, um dos desafios é ampliar a compreensão de que a seleção do EPI não deve considerar apenas o atendimento mínimo às normas ou o preço de aquisição. Diferentes setores – indústria, construção civil, agronegócio, mineração, saúde e serviços, entre outros – apresentam condições de trabalho específicas e exigem soluções cada vez mais adequadas à atividade e ao perfil de quem utilizará o equipamento.
No segmento de vestimentas, a Amalfis aponta ainda a dependência de normas e matérias-primas de alta performance desenvolvidas internacionalmente, cenário que exige dos fabricantes brasileiros atualização normativa e investimento contínuo em tecnologia. Ao mesmo tempo, a capacidade de desenvolver produtos localmente e adaptar soluções com maior agilidade abre espaço para a indústria nacional.
Entre as tendências apontadas pelas empresas estão a redução do peso dos equipamentos, o aprimoramento ergonômico, o desenvolvimento de novos materiais, a personalização para diferentes aplicações e a integração entre proteção, conforto e design. Sustentabilidade, rastreabilidade e eficiência produtiva também ganham espaço, assim como a necessidade de comprovação e transparência sobre os atributos apresentados ao mercado.
EXPERIÊNCIAS NO PAVILHÃO PLAY SAFER
O FISP & Fire Fashion Show integra o Pavilhão Play Safer, espaço criado para concentrar algumas das principais experiências da FISP 2026 e aproximar os profissionais da aplicação prática das tecnologias apresentadas durante o evento. Ao longo dos três dias, o pavilhão reunirá processos industriais em funcionamento, demonstrações técnicas, conteúdo especializado e atrações voltadas à usabilidade e à performance das soluções de segurança.
Além do desfile técnico de EPIs, estará no espaço a Fábrica Modelo IBTEC, com uma linha de produção funcionando ao vivo durante toda a feira e a apresentação das diferentes etapas do processo produtivo. O pavilhão também receberá o 27º Congresso COBRASEMT, que reunirá especialistas para discutir temas como legislação, segurança do trabalho, gestão de riscos, inovação e novos desafios da indústria; e o Techshow, com palestras, debates e cases apresentados por expositores.
A programação inclui ainda o podcast da Revista Cipa & Incêndio, em parceria com a Fábrica Podcast, com entrevistas com expositores e especialistas sobre novas tecnologias e tendências do setor. Para estimular o visitante a percorrer as diferentes atrações, o Passaporte Experience terá checkpoints e desafios distribuídos pelo pavilhão, com participação vinculada a experiências e brindes durante o evento.
Instalado no Pavilhão 8 do São Paulo Expo, o Play Safer terá ainda transfer gratuito e contínuo, com vans e micro-ônibus conectando os pavilhões principais e o metrô diretamente à entrada da área.
A 25ª FISP – Feira Internacional de Segurança e Proteção e a 16ª Fire Show – International Fire Fair esperam reunir 800 marcas expositoras e mais de 60 mil profissionais de 48 países, entre fabricantes, distribuidores, profissionais técnicos, gestores, compradores e tomadores de decisão ligados à segurança e saúde no trabalho, prevenção e combate a incêndios.
SERVIÇO
Fisp – 25ª Feira Internacional de Segurança e Proteção | Fire Show – 16ª International Fire Fair
Data: 6 a 8 de outubro de 2026
Horário da feira: das 13h às 20h
Local: São Paulo Expo (Pavilhão Play Safer – Pavilhão 8)
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP
Credenciamento e informações: feirafisp.com.br | fireshow.com.br
