MARCELO SOMMER E RIACHUELO FAZEM COLLAB EM UPCYCLING

A parceria une a proposta de circularidade da linha POOL LOOP à expertise criativa da marca Uó em Upcycling para ressignificar sobras têxteis da varejista

Em busca de um caminho mais sustentável, a Riachuelo se uniu ao estilista Marcelo Sommer para o lançamento da sua plataforma de upcycling, reforçando o convite da marca POOL LOOP: “Veste, vai e volta”. A primeira mini-coleção, que será vendida com exclusividade na loja Riachuelo de Pinheiros, em São Paulo, ressignifica peças e sobras têxteis da varejista com a estética jovem e autoral do estilista. A proposta da linha é ser um laboratório de aprendizagem para que possa construir uma oferta de moda ressignificada com escala. 

“Eu sempre sonhei em fazer upcycling em larga escala. Este é um desafio enorme da moda. Fiquei super feliz com a repercussão positiva do último desfile da Uó Upcycling, na edição N60 do São Paulo Fashion Week. É muito legal ver as pessoas conseguindo olhar para uma peça de upcycling com o mesmo desejo de uma peça nova. Upcycling não é tendência, é um novo comportamento necessário. Este projeto cria o encontro entre dois mundos – do slow fashion com o fast fashion”, conta Marcelo Sommer.

“Nossa união vem do desejo em comum de escalar a técnica de upcycling, mostrando que é possível sim fazer moda ressignificada no grande varejo. Muita gente quis comprar as peças do desfile do Marcelo e não conseguiu. Do lado de cá, nosso desafio é encontrar soluções criativas para nossas sobras, que naturalmente tem alguma escala, dado o tamanho da nossa operação. Por mais que a gente invista na redução de sobras, elas fazem parte do modelo de negócio. A ideia aqui é justamente criar um futuro onde a sobra seja automaticamente absorvida por esta nova linha. Queremos aprender com o Marcelo e queremos ensinar nossa fábrica a fazer roupa de roupa. Isso é inédito e é o máximo”, diz Taciana Abreu, diretora de Sustentabilidade da Riachuelo.

Imagens: Divulgação

A primeira mini-coleção conta com 16 modelos em aproximadamente 150 peças. Todas dão vida nova a sobras de malhas, tules e rendas, itens reprovados no controle de qualidade por detalhes mínimos, além de reutilizar aviamentos e peças depositadas por clientes no coletor de roupas da própria loja de Pinheiros, desde a sua inauguração, em dezembro de 2025.  Essa curadoria inverte a lógica do modelo de negócio tradicional, enxergando valor e potencial estético em materiais que haviam encerrado seu ciclo comercial. 

Atualmente, 100% dos resíduos têxteis da fábrica são reaproveitados, e a nova linha nasce para dar mais uma possibilidade de reaproveitamento, visando uma maior recuperação de valor e conexão com um comportamento de compra cada vez mais consciente por parte do consumidor de moda. A meta é ampliar a captação de roupas em lojas, fomentando os coletores como mais uma forma dos clientes da marca darem um destino para suas peças, ampliando também o reaproveitamento pós-consumo. 

Nos últimos cinco anos, a varejista já arrecadou mais de 40 toneladas de roupas nos seus mais de 200 coletores de roupas usadas. O programa dos coletores que já previa a doação, reciclagem e co-processamento, dependendo da composição e do estado de conservação das peças, agora também tem a parceria com Marcelo Sommer como destinação.