SETOR DE ARTIGOS PARA CASA MANTÉM TRAJETÓRIA DE CRESCIMENTO E MIRA AVANÇO ACIMA DA MÉDIA DO VAREJO EM 2025

Termômetros ABCasa, em parceria com o IEMI, destaca estabilidade nos preços, alta das importações e estimativas positivas para a produção e o varejo no segundo semestre

O setor de artigos para casa mantém um desempenho sólido em 2025, demonstrando resiliência mesmo diante de um cenário econômico que ainda exige ajustes. Os dados mais recentes dos Termômetros ABCasa, pesquisa desenvolvida pela Associação Brasileira de Artigos para Casa, que representa os segmentos de decoração, presentes, papelaria, utilidades domésticas, festas, flores permanentes e têxtil, em parceria com o IEMI – Inteligência de Mercado, apontam que, nos primeiros meses do ano, houve estabilidade na produção, crescimento gradual no varejo e avanço consistente nas exportações, além de um aumento no consumo interno aparente.

“O desempenho consistente nos primeiros meses do ano mostra um setor estruturado e responsivo. A manutenção do consumo, o controle da inflação e a expansão da presença internacional confirmam o protagonismo do setor na economia brasileira”, afirma Eduardo Cincinato, presidente da ABCasa.

Confira os principais dados levantados pelos Termômetros ABCasa com base nas informações de maio e junho:

VAREJO: ESTABILIDADE DE PREÇOS E CRESCIMENTO GRADUAL MARCAM O PRIMEIRO SEMESTRE

Em maio, o varejo nacional de artigos para casa movimentou R$ 8,84 bilhões, alta de 8,2% em relação a abril. No acumulado de janeiro a maio, o setor cresceu 4,0% e, na comparação dos últimos 12 meses, o avanço foi de 7,2%. Também houve expansão no volume de vendas, com incremento de 8% no mês e 4,2% no acumulado de 12 meses. A inflação do setor manteve-se sob controle: em junho, o índice foi de apenas 0,23%, totalizando 1,45% no ano e 4,10% em 12 meses. Entre os segmentos, papelaria registrou a maior alta de preços (+0,41%), seguido por mobiliário (+0,37%).

PRODUÇÃO: INDÚSTRIA SUSTENTA RITMO DE ATIVIDADE E ABASTECE MERCADO INTERNO

A produção industrial também sustentou um ritmo positivo. Em maio, o valor produzido atingiu R$ 4,79 bilhões, representando crescimento de 3,9% sobre abril. No acumulado do ano, houve alta de 0,6% em valores e 1% em volume físico, e, nos últimos 12 meses, de 4,7% e 4,2%, respectivamente. O preço médio da produção recuou 0,22% no mês, mas acumula avanço de 0,27% em 2025 e de 6% no comparativo anual. Já o consumo interno aparente, soma da produção com as importações, alcançou R$ 5,1 bilhões, alta de 4,7% sobre abril, 3% no acumulado do ano e 7,7% nos últimos 12 meses.

COMÉRCIO EXTERIOR: IMPORTAÇÕES SEGUEM EM ALTA E IMPULSIONAM DIVERSIFICAÇÃO DE OFERTA NACIONAL

No comércio exterior, as exportações brasileiras de artigos para casa somaram US$ 78 milhões em junho, queda de 3,5% sobre maio. Ainda assim, o desempenho acumulado de janeiro a junho chegou a US$ 429,9 milhões, aumento de 5,6% em relação a 2024 e de 5,1% nos últimos 12 meses. Entre os segmentos exportados, destacam-se artigos de decoração (US$ 208,4 milhões, +11,0%), utensílios de mesa (US$ 73,9 milhões, +16,2%), roupas de cama, mesa e banho (US$ 15,6 milhões, +31,7%) e presentes, papelaria e tabacaria (US$ 12,9 milhões, +33,4%). Os principais destinos das exportações foram Estados Unidos (US$ 109,8 milhões, -14,9%), Argentina (US$ 49,2 milhões, +110,3%), Paraguai (US$ 43 milhões, +19,9%) e México (US$ 39,8 milhões, +12,9%).

IMPORTAÇÕES: CRESCIMENTO REFORÇA OFERTA E DIVERSIDADE NO MERCADO INTERNO

As importações também avançaram, totalizando US$ 179,1 milhões em junho, alta de 24,6% sobre o mês anterior. No acumulado do ano, o crescimento foi de 12,3% e, em 12 meses, de 17,2%. Entre os produtos mais importados em 2025 estão roupas de cama, mesa e banho (US$ 65,7 milhões, +50,9%), utensílios de mesa (US$ 153,3 milhões, +18,4%), artigos para armazenamento e organização (US$ 112,3 milhões, +22,6%) e artigos para festas (US$ 19,1 milhões, +72,7%). A China manteve-se como principal origem, respondendo por 73,8% do total importado, seguida por Paraguai (3,1%), Índia (3,1%), Egito (2,5%) e Estados Unidos (2,1%).