Embora representem 23,6% da população, consumidores das classes A e B respondem por mais da metade dos gastos com vestuário no país
O varejo multimarca de moda direcionado aos consumidores das classes A e B movimenta aproximadamente R$ 49 bilhões por ano no Brasil, segundo dados do IEMI – Inteligência de Mercado. O valor revela a dimensão econômica de um canal formado principalmente por butiques e lojas independentes, que exerce papel estratégico na distribuição de marcas nacionais em diferentes regiões do país.
Embora as classes A e B representem 23,6% da população brasileira, elas respondem por 52,3% de todo o consumo de vestuário. A concentração dos gastos nesse grupo ajuda a explicar a relevância das lojas multimarcas especializadas, que atuam na curadoria de produtos, na construção da experiência de compra e na conexão entre marcas e consumidores com maior poder aquisitivo.

Fonte: IEMI/IBGE
O dado integra a pesquisa ‘Melhores Marcas para se Vender’, realizada pelo IEMI com 711 lojistas multimarcas de moda feminina e masculina de todo o Brasil. O levantamento mostra que, nesse segmento, o sucesso de uma marca não depende apenas de sua notoriedade entre os consumidores. Giro, margem, atendimento comercial, política de preços, logística e qualidade do pós-venda também influenciam a decisão dos lojistas de manter ou ampliar a presença de um fornecedor em suas lojas.
“O canal multimarca voltado ao público A/B combina poder de consumo, curadoria e relacionamento próximo com o cliente. Para as marcas, conquistar espaço nessas lojas significa acessar um mercado de quase R$ 50 bilhões, mas também atender a um varejista bastante seletivo, que precisa equilibrar desejo, margem e eficiência operacional”, afirma Marcelo Prado, economista e diretor do IEMI.
O varejo brasileiro de vestuário movimentou R$ 312,5 bilhões em 2025, com a comercialização de 6,3 bilhões de peças. Desse total, as linhas feminina e masculina responderam por R$ 140 bilhões e R$ 109 bilhões, respectivamente.
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